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05 fevereiro 2016

|| Resenha || A Seleção - Kiera Cass

Titulo original: The Selection
Autora: Kiera Cass
Tradutor: Christian Clemente
Editora: Seguinte
Páginas:361
Sinopse:  Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.



Em Iléa, a sociedade se divide em castas, Oito pra ser exata. Cada casta determina seu status e o trabalho que exerce. Quanto maior o número, mais pobre é a família. América Singer é uma cinco, uma artista, ela levava uma vida boa ao lado dos pais, irmãos e de Aspen seu namorado (MAS NINGUÉM SABE! SHHH!)

  É então que conhecemos o príncipe Maxon, que completará 18 anos e como diz a tradição, aos 18, o príncipe faz a seleção, onde 35 garotas de todo o país ‘’concorrem’’ pela mão do príncipe e conseqüentemente pela coroa. Essa é uma ótima oportunidade para todas as moças, já que mesmo aquelas que não são a escolhida para princesa, ficam famosas no país, o que as favorece e acabam casando-se com rapazes de castas mais altas (na maioria das vezes).

  América não quer participar da seleção, não precisa disso, já tem o amor de sua vida bem ali ao seu lado, mas sua mãe acha que é a oportunidade perfeita para que sua família melhore ‘’economicamente’’ falando. Mesmo contra sua vontade, Meri (para os íntimos) faz sua inscrição e por acaso (conveniente, não?) é uma das escolhidas.

‘’Senhorita América Singer, de Carolina,Cinco.’’
-Pág.65

  Aspen, ao saber que ela havia entrado para a seleção, termina com América, pois segundo ele, ela merecia coisa melhor que ele. América vai então parar no palácio, onde faz uma amiga, Marlee Tames

’-Oi – disse radiante – Meu nome é América.

-Eu sei! – disparou a garota da esquerda, uma loira de olhos castanhos. Notei que se tratava de Marlee Tames, de Kent. Uma Quatro. Ela Nem ligou para minha mão estendida; partiu logo para um abraço.’’

-Pág. 91

América não pensa em vencer a seleção, não quer nem participar de verdade, espera apenas poder aproveitar o que o palácio pode oferecer de bom por um tempo e aproveitar a distância de Aspen, porém, não é apenas dele que sente falta, mas também da família, logo na primeira noite, ela não consegue ficar em seu quarto, queria ‘’tomar um pouco de ar fresco’’ no jardim.

É claro que os guardas tentaram pará-la, mas a dor cresce em seu peito e a impossibilidade de ir apenas ao jardim começa a sufocá-la e ela começa a desmaiar nos braços de um dos guardas, mas alguém a deixa sair e ela corre imediatamente para o jardim, escorando-se em um banco.

‘’-Deixem-na sair!
Era uma voz jovem, mas cheia de autoridade.’’
-Pág.124

‘’Eu queria percorrer todo o caminho até as árvores, mas minhas pernas só podiam me carregar até aquele ponto. Cambaleei diante de em pequeno banco e ali fiquei...’’
-Pág. 125

O príncipe Maxon (REI DO SAMBA) a deixa sair e vai verificar se está bem (pisava em terreno perigoso!) e é claro, é recebido no modo Meri de ser.

‘’-Está tudo be,querida? – ele perguntou.
-Eu não sou sua querida.’’
-Pág. 126

América e Maxon criam uma amizade em meio à situação, é então que Aspen aparece no palácio, como guarda. América agora tem que lidar com o ex namorado por quem ainda sente alguma coisa, andando pelos corredores do palácio, enquanto percebe que sua amizade com o príncipe começa a se transformar em algo mais.

‘’ A Seleção não era mais uma coisa que me acontecia; eu era parte ativa dela.’’
-Pág. 357

A Seleção é um livro de linguagem muito fácil, li o livro em um ou dois dias, no máximo, quando começa, não quer para até terminar. Depois de ler, ainda insisti para Gaby ler, até ela o fazer (de nada Gaby ;) e claro, ela também amou os livros.

A narrativa é em primeira pessoa, vemos tudo pela visão da América, como ela lida com sua situação e vemos como está dividida entre passado e presente. Sendo assim, o problema com rebeldes (nortistas e sulistas) e a situação das castas não são os focos principais da história.


A Seleção é o primeiro livro de uma (triologia) série de cinco livros, em que o último, A Coroa, será lançado esse ano. Mais alguém não está preparado psicologicamente para isso? \o/\o/\o/\o/


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